539 – Defesa de Dissertação – aplicação de plasma frio por descarga luminosa na inativação de Salmonella enterica e Escherichia Coli em Agrião (Nasturtium officinale)
Data da publicação: 10 de fevereiro de 2026 Categoria: Sem categoriaData: 23/02/2026 – 9h
Autor(a): Raquel Taynan Cunha Vieira – Matr.: 568830
Banca Examinadora:
Profª. Drª. Sueli Rodrigues – orientadora – UFC
Profª. Drª. Ana Lúcia Fernandes Pereira – UFMA
Prof. Dr. Pedro Henrique Campelo Félix – UFV
Suplente
Dr. Edy Sousa de Brito/EMBRAPA
Local: Ambiente virtual (Plataforma Meet).
Resumo:
Este estudo avaliou a eficácia do plasma frio por descarga luminosa na inativação de Salmonella enterica sorovar Typhimurium e Escherichia coli inoculadas em agrião (Nasturtium officinale R.Br.), bem como investigou os efeitos do tratamento sobre a viabilidade celular, a estabilidade microbiológica durante o armazenamento refrigerado e as alterações morfológicas induzidas nos microrganismos. O plasma foi aplicado sob diferentes condições operacionais, variando-se o fluxo de gás (10, 20 e 30 mL/min) e o tempo de exposição (10, 15 e 20 min). A sobrevivência microbiana foi monitorada ao longo do armazenamento refrigerado por meio de contagens em meios seletivos. Adicionalmente, a viabilidade celular residual foi avaliada pelo ensaio de MTT, e os danos estruturais foram analisados por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados demonstraram que o plasma frio promoveu inativação significativa dos patógenos, sendo observada inativação completa de E. coli e S. Typhimurium no agrião sob as condições mais eficazes, correspondendo a F10T20, F20T20 e F30T20 para E. coli e F10T10, F10T15 e F20T10 para S. Typhimurium. Tratamentos intermediários também resultaram em reduções significativas (p < 0,05). Quando suspensões microbianas foram tratadas isoladamente, a inativação total foi alcançada em todas as condições avaliadas. O ensaio de MTT confirmou uma perda substancial da atividade metabólica, com valores residuais variando de 7,68 ± 0,38% a 1,60 ± 0,72% para E. coli e de 17,71 ± 0,94% a 1,46 ± 0,39% para S. Typhimurium, apresentando redução progressiva ao longo de 72 h de armazenamento. As imagens de MEV evidenciaram danos morfológicos pronunciados, incluindo encolhimento celular, aumento da rugosidade superficial, fissuras na membrana e colapso estrutural das células bacterianas. Tais alterações são compatíveis com mecanismos de inativação associados ao estresse oxidativo e à disrupção da membrana celular promovidos por espécies reativas de oxigênio e nitrogênio geradas durante a descarga de plasma. De modo geral, os resultados indicam que o plasma frio por descarga luminosa constitui uma tecnologia não térmica promissora para o controle de S. Typhimurium e E. coli em hortaliças folhosas, com potencial aplicação como estratégia alternativa de descontaminação de vegetais frescos.
Palavras-chave:
descarga luminosa, inativação, hortaliça, segurança alimentar, tecnologia não térmica
