547 – Defesa de dissertação – Avaliação da aplicação pós-colheita de UV-C e ozônio sobre a bioacessibilidade e o metabolismo da vitamina C e de compostos fenólicos no Cajá-umbu (Spondias bahiensis)
Data da publicação: 24 de junho de 2026 Categoria: Sem categoriaData: 30/06/2026 – 14h
Autor(a): Elisabeth Magaly Cerna Trujillo – Matr.: 568928
Banca Examinadora:
Profª. Drª. Luciana de Siqueira Oliveira – orientadora – PPGCTA
Profª. Drª. Patricia Lígia Dantas de Morais – UFERSA
Dr. Ebenézer de Oliveira Silva – EMBRAPA
Suplente
Profº. Drº. Humberto Henrique de Carvalho – UFC
Local: Ambiente virtual (Plataforma Meet)
Resumo:
Se avaliou os efeitos da luz UV-C (UV), do ozônio (O) e da combinação UV+O na qualidade físico-química, no metabolismo antioxidante e na bioacessibilidade in vitro de Spondias bahiensis durante 10 dias de armazenamento refrigerado. Os tratamentos mantiveram a estabilidade de sólidos solúveis e dos parâmetros de cor (L*, a*, b*, ΔE, C* e hab), indicando preservação da qualidade visual, além de promoverem benefícios metabólicos significativos. A combinação UV+O reduziu a perda de vitamina C ao longo do armazenamento em comparação ao controle. Enquanto o controle apresentou valor inicial de 135,79 mg/kg MF e redução progressiva até o décimo dia (121,05 mg/kg MF), os frutos submetidos aos tratamentos mantiveram maiores concentrações ao final do período. Destacou-se o tratamento UV+O, que atingiu 153,49 mg/kg MF ao décimo dia, representando um aumento de 26,8%. Esse comportamento esteve associado ao aumento da atividade da L-galactono-1,4-lactona desidrogenase (GalLDH) e à redução da atividade da ascorbato oxidase (AO), sugerindo estímulo à biossíntese e menor oxidação do ácido ascórbico. Os polifenóis extraíveis totais aumentaram, com destaque para ozônio (121,6 mg EAG/100 g MF; aumento de 20,1%) e UV+O (120,3 mg EAG/100 g MF, aumento de 18,8%), acompanhados por maior atividade da fenilalanina amônia-liase (PAL) e menor atividade da polifenoloxidase (PPO). A aplicação dos tratamentos aumentou a atividade antioxidante dos frutos. Na digestão simulada in vitro, observou-se maior bioacessibilidade de vitamina C na fase intestinal. Os resultados indicam que a aplicação de tecnologias emergentes é uma estratégia promissora para aumentar a liberação dos compostos bioativos, potencializando o valor nutricional do fruto sem comprometer seus atributos de qualidade.
Palavras-chave:
luz UV-C; ozônio; Spondias bahiensis; vitamina C; compostos fenólicos; bioacessibilidade in vitro
